Aborto, União homoafetiva e manifestações…

Antes de mais nada, quero frisar uma coisa: Sou contra aborto. Isso, por crenças pessoais!

Com isso definido, me digam o que levam 40 mil pessoas a se reunirem em um ato em Brasília contra o aborto e a união homoafetiva?

Por acaso o aborto passará a ser obrigatório no Brasil?
Ou por acaso todos nós teremos que manter uma união homoafetiva?

Já passou da hora de percebermos que todos nós, temos nossas diferenças, idéias e vontades e nós devemos respeitar isso. Seria difícil?

Ora, se da mesma forma que eu acho que o aborto é errado, qual o problema se outra pessoa ache o contrário? Teria eu o direito ou poder de mandar no desejo e vontade da outra pessoa? Por que?
Imaginando uma situação onde uma mulher é estuprada e engravida. Ela seria obrigada a carregar no ventre um filho dessa relação? Eu enxergo essa situação de um jeito, mas ela deverá enxergar da mesma forma que eu?

Pensar assim, é ser muito obtuso!

Da mesma forma que duas pessoas do mesmo sexo se gostam e querem se unir. Qual o problema? Você vai ter que se unir a elas? Você foi convidado para o casamento? Não vá, amigo!

E vamos parar de colocar a religião no meio disso! É preciso haver respeito com a decisão de cada um.
Quando uma lei que permite, por exemplo, que duas pessoas possam permanecer juntas, não significa que todos serão obrigados a fazer o mesmo!

Quando for discordar de uma situação dessas, tente se colocar do outro lado. Imagine que você more em um país onde ser heterossexual é proibido. Como você se sentiria?

Eu fico perplexo ao ver que nos dispomos a fazer manifestações contra a relação pessoal de outras pessoas, mas não somos capazes de obrigar nossos políticos a executar suas reais funções (não, não é a de roubar e fazer lobby…);
É impressionante que não fazemos manifestações ou nos reunimos e executamos um boicote nas montadoras de carros que cobram preços abusivos nos carros vendidos no país. E por aí vai… Mas para discutir se o Zezinho e o Joãozinho podem ser um casal, queremos dar um palpite?

O fato é: As pessoas precisam começar a focar mais em coisas que afetam nossa sociedade como um todo e não ficar discutindo a vida de 2 homens e/ou 2 mulheres ou se uma mulher tem direito a escolher o destino do próprio corpo…
Pensem no fato!

Referência: http://oglobo.globo.com/pais/evangelicos-fazem-ato-contra-aborto-a-uniao-homoafetiva-8600472

Não custa nada lembrar…

Não custa nada Lembrar

Um dia você vai aprender que nem todo mundo que te elogia quer teu bem e que nem todo aquele que te critica quer teu mal. Vai entender que aqueles que te odeiam muitas vezes o fazem por desejarem estar no seu lugar.

Vai perceber que a bondade não está apenas nas palavras, mas principalmente nos atos. Que solidariedade é diferente de caridade que é diferente de exibicionismo. Que espiritualidade não precisa de religião.

Vai aprender que um amor não se molda, se vive. Que só fazem conosco o que permitimos. Que perdoar não é esquecer e sim aceitar as desculpas e deixar que a ferida cicatrize sem precisar mostrá-la. Contudo aprenderá que insistir no erro é escolha.

Que ser determinado é diferente de ser inconveniente. Que ter disciplina é fundamental para desfrutar da liberdade. Que ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau.

Vai perceber que todo mundo tem um preço, mas que nem todos estão a venda. Vai notar que aquele que muito se faz de humilde não sabe o que de fato seja humildade. Que quem muito ostenta é porque pouco tem para mostrar. Que maturidade é olhar para si sem ignorar o outro. É aceitar também que os estejam próximos tenham diversos defeitos assim como nós e que a amizade está em conviver com isso sem deixar de celebrar as qualidades.

Um dia você aprenderá que os jornais mentem. Que a televisão está a serviço apenas dos comerciais, que a vida das celebridades não é realmente como na revista e que todo mundo solta pum.

Que ler ajuda a escrever, que o mundo não começou no dia que você nasceu, que existem pessoas com conhecimento e outras apenas com informação.

Vai notar que sabedoria é mais do que ter cultura e que tem mais gente culta do que Sábia. Que ser inteligente é diferente de ser esperto, e que para ser esperto não é preciso enganar os outros.

Vai notar que há quem fale bonito e não tenha nada a dizer e há quem não saiba conjugar um verbo corretamente mas consiga expressar o que é preciso, na hora em que é preciso.

Vai perceber que é preciso ouvir, mas que ficar sempre calado é omissão.

Poder ser que entenda que liberdade de expressão não significa agredir sem consequências, que democracia só existe onde todos que façam parte dela tenham consciência do que seja uma democracia e que o Estado não está nos fazendo favor. Nós pagamos impostos.

Vai notar que numa sociedade somos sócios e que existem problemas que são comuns a todos nós e que se não nos unirmos para resolvê-los mais cedo ou mais tarde eles nos atingirão.

Vai descobrir que o atraso na educação facilita a manipulação das massas. Que autoridades não gostam de ser questionadas. Que tem muita gente que trabalha para manter a calamidade sem saber e ainda acha graça e faz piada disso.

Vai entender que existe limite para tudo e que para saber qual será o seu limite terá que ultrapassá-lo, contudo tendo consciência de que existem consequências e algumas sem volta. Que é no equilíbrio que se encontra a harmonia e que para chegar a este estágio será preciso bem mais do que apenas citá-lo.

Entenderá que é mais interessante nos ver brigando uns com os outros do que unidos em prol do crescimento coletivo. Que nos dividiram por classes, cor, credo e raças porque fica mais simples de controlar.

Um dia você vai aprender que tem tanta coisa para aprender por aqui e que essa é nossa função nessa existência que então perceberá o quão pequeno é perto do universo que existe ao redor. E quando tiveres a consciência de que tudo que acontece na sua vida seja fruto apenas de suas escolhas, então não apontarás mais o dedo para culpar ninguém pelo que não conquistou. E muito menos colocará a responsabilidade da sua felicidade em outro que não em ti mesmo.

Que cada um usa as armas que tem, mas que é preciso responsabilidade e respeito aos que estão próximo para que estas armas não sejam usadas para prejudicar os outros e consequentemente a você. Que todos temos um dom, uma capacidade e o direito de optar por ser apenas mais um ou deixar sua própria história marcada.

Nesse dia você aprenderá, que ainda não sabe de nada.

Então começará uma nova busca…

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Fonte: Tico Santa Cruz

Atitudes assim ainda me fazem ter um pouco de fé na humanidade…

309153_334608109980712_866919402_n O que era para ser unicamente uma atitude pessoal ganhou o mundo graças a uma turista do Arizona que registrou com a câmera de seu celular e postou no Facebook a imagem de um ser humano agindo com humanidade.
Estranho mundo esse nosso… O que deveria ser corriqueiro casou espanto e admiração… Foram mais de 400.000 compartilhamentos.

Tudo começou quando o Larry DePrimo um policial de Nova York de 25 anos fazia sua ronda normal pela 7º Avenida na altura da Rua 44…
DePrimo, observou sentado numa calçada um morador de rua que tremia de frio…
Sem ter com que se cobrir e descalço o homem tentava se aquecer mantendo-se encolhido e silencioso.
Diante da cena, o jovem policial se aproximou olhou, deu meia volta, entrou uma loja e com o dinheiro que carregava em seu bolso, comprou um par de meias térmicas e uma bota de inverno – gastou 75 dólares.
De volta à presença do morador de rua, DePrimo, lhe entregou as meias e as botas.
O homem, segundo DePrimo, deu um sorriso de orelha a orelha e lhe disse:
“Eu nunca tive um par de sapatos em toda a minha vida”.
No entanto, o gesto não se conclui na entrega do presente…
Percebendo que o morador de rua tinha dificuldade em se mover, o policial se agachou, colocou as meias, as botas, amarrou os cadarços e perguntou: ficou bom?
A resposta foram dois olhos felizes, lagrimejados e um novo sorriso.
Ao se despedir, DePrimo perguntou se o homem queria um copo de café e algo para comer…
“Ele me olhou e cortesmente declinou a oferta. Disse que eu já havia feito muito por ele”.

Aqui deveria ser o fim da cena.
O pano cairia e todos iriam para casa…
Mas não foi.

Jennifer Foster, autora da foto, foi para casa abriu seu computador e postou em sua página a foto e escreveu o seguinte texto, dirigido ao Departamento de Policia de Nova York.
“Hoje, me deparei com a seguinte situação. Caminhava pela cidade e vi um homem sentado na rua com frio, sem cobertor e descalço. Aproximei-me e justamente quando ia falar com ele, surgiu por trás de mim um policial de seu departamento.O policial disse: ‘tenho umas botas tamanho 12 para você e umas meias. As botas servem para todo tipo de clima. Vamos colocar’?”
“Afastei-me e fiquei observando. O policial se abaixou, calçou as meias no homem, as botas e amarrou seus cadarços. Falou alguma coisa a mais que não entendi, levantou e falou, cuide-se”.
“Ele foi discreto, não fez aquilo para chamar a atenção, não esperou reconhecimento, apenas fez”.
“Se foi sem perceber que eu o olhava e que havia fotografado a cena. Pena, me faltou coragem para me aproximar, lhe estender a mão e dizer obrigado por me fazer crer que a policia que sonho é possível”.
“Bem, digam a ele isso por mim”.
Jennifer Foster.
Em poucas horas, o texto e a foto de Jennifer pipocaram por todo o território americano e por boa parte do mundo.
Larry DePrimo, soube por um colega que lhe telefonou para contar…
Quando voltou ao trabalho e se preparava para sair às ruas foi chamado por seus superiores, ouviu um elogio, recebeu abraços de seus companheiros e quando seu chefe lhe disse que o departamento iria lhe ressarcir o dinheiro gasto de seu próprio bolso, Larry recusou e disse: “Não senhor, obrigado. Com meu dinheiro, faço coisas nas quais acredito”.

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Fonte: Via e-mail

Nova prorrogação no desconto do IPI?

  Nada mais óbvio do que essa notícia que a Dilma deu ontem, 24.10.12, sobre a manutenção do desconto no IPI.
O governo vem, sistematicamente, anunciando uma prorrogação atrás da outra e o povo? Bom, o povo acredita e corre nas concessionárias para fazer seu “negócio da China”.
Porém, será mesmo um bom negócio? Se antes você comprava um carro 1.0 0KM por volta de R$31.000,00, hoje compra por uns R$29.000,00 (??). Se o desconto fosse realmente repassado para o consumidor, um carro não teria que passar para uns R$27.000,00?
Vale lembrar que isso não é um desconto dado pela montadora. Ela apenas teria que retirar um imposto cobrado pelo governo! Lembrando também que se antes você tinha descontos nas concessionárias e conseguia negociar alguma coisa em cima do preço final, hoje em dia eu acho difícil que isso esteja ocorrendo…
OK, mas voltando ao raciocínio anterior, o governo está dando desconto no IPI, o povo comprando muitos carros e a inflação?
O preço dos carros fica (teoricamente) estagnado mas e a conta nos supermercados? E o preço do transporte público?
Será que não estamos enxergando o tamanho do problema? O Brasil aos poucos está perdendo o compromisso que foi feito na época em que se implantou a URV e o plano Real.
É irracional achar que o preço da passagem de ônibus estará boa, indo para R$3,05! No começo do plano Real, o preço era por volta de R$0,30! Estamos falando de um aumento de 10X em pouco mais de uma década. E isso é apenas um exemplo.
Todo ano sindicatos discutem dissídios em torno de 4%, 7% e que segundo as contas é para descontar as perdas com a inflação.
Sinceramente, entramos em um ciclo vicioso, onde aumentamos o salário e tudo aumenta acompanhando e se justificando por conta disso:
Quando eu aumento o salário, tudo dispara, seja condução. alimentação, vestuário, etc… E tudo, teoricamente, vira consequência desse aumento.
Uma pessoa que hoje ganha R$1.000,00, não compra as mesmas coisas que outra pessoa que ganhava esse mesmo valor 5 anos atrás… Sinceramente, isso não vai terminar bem.
O plano Real, assim como todos os planos econômicos não tem mágica: precisa ter uma continuidade. É por isso que o PT, nos primeiros 4 anos de governo, colheu os frutos do que foi implementado pelo PSDB em 8 anos. E isso deveria ser prorrogado (ao invés de um desconto de IPI). É preciso ter compromisso com o plano como um todo. Perdemos as rédeas do plano e da inflação como um todo… Mas para o povo isso na verdade não importa, já que tendo desconto no IPI e farto crédito na conta, todos estão felizes e preparando uma bolha do tamanho do sistema solar e que irá estourar já, já…

O eterno problema de não sabermos usar redes sociais…

Não há dúvidas de que a internet mudou a forma do mundo se comunicar.
Nem há dúvidas de que hoje em dia fazemos muitas coisas bem diferentes do que nossos pais faziam, ou avós… Mas o mundo é assim mesmo: as pessoas mudam, os processos mudam… O mundo gira, pessoal.

E assim como o mundo real muda, a internet também e as redes sociais sempre existiram de uma forma ou de outra e nós brasileiros a usamos (e muito).
Se no engatinhar da internet no Brasil, lá no final dos anos 90, usávamos as salas de bate-papo IRC e da Uol, Terra, etc, com o tempo migrávamos nosso conhecidos de lá para ICQ, depois MSN… Com o tempo vieram Orkut, Twitter, Foursquare e a modinha da vez, Facebook, entre outras centenas de redes sociais, onde cada uma tem um foco…

Mas porque estou afirmando que não sabemos usá-las? Por vários motivos… Segurança (compartilhamos as vezes dados da vida real sem se preocupar com quem vai ler); Forma de nos relacionarmos com os outros, etc…
Mas uma das que mais me irritam é o fato de que não sabemos nos portar nas redes sociais.
A rede social é sua, você adiciona quem você quer ou quem, de alguma forma, você quer manter contato… E no entanto as pessoas perdem tempo reclamando umas das outras, mesmo que indiretamente (eu mesmo estou fazendo isso, agora)…

E é simples perceber isso, quando tem algum evento rolando e esse assunto se torna “quente” na rede, onde todos querem comentar de alguma forma, todos, que estão acompanhando aquele evento.
Aí temos:
- O pessoal que gosta de comentar sobre política e políticos, durante um debate;
- O pessoal que gosta de comentar sobre um evento esportivo, como o UFC;
- O pessoal que gosta de comentar sobre o capítulo de novela que está rolando no momento;
- O pessoal que gosta de comentar sobre o jogo do seu time preferido (seja ele Vasco, Flamengo, Fluminense… etc);
- O pessoal que gosta de comentar sobre um julgamento, como esse do mensalão, que está rolando atualmente…

Mas o engraçado vem aí: As pessoas que não estão nem aí para aquele evento, ficam “revoltadas” com sua timeline e esporadicamente mandam recadinhos como “Só eu não estou acompanhando isso…” ou “Que saco esse pessoal comentando sobre o assunto XYZ”… E aí entra o ponto engraçado, essa mesma pessoa reclamando sobre o evento esportivo que está “poluindo sua timeline”, é aquela que estava no dia anterior “poluindo” a de alguém, falando sobre o debate. Isso é muita bipolaridade para mim. Além do que, se a pessoa não quer saber o que as outras estão comentando na rede, porque tem uma conta? e se ela quer ter mas não quer ler o que os outros colocam, porque não exclui todos e fala sozinha?

É óbvio que muitos irão falar que isso é indireta, mas não é… Eu não fico de nhemnhemnhem chorando pelo que meus conhecidos, amigos e familiares colocam em seus perfis, porque afinal o perfil é deles.

Uma dica, principalmente quem usa mais o Facebook: É impressionante como você pode melhorar sua interação com a ferramenta se souber usá-la. O sistema é bem completo no quesito “o que postar” e “para quem”, Você pode, na hora de publicar, selecionar se quer que esse post seja público, ou para uma lista específica (seja família, pessoal da empresa, etc). Você pode fazer um “pente fino” em seus contatos e filtrar o que você quer ler de cada um na sua timeline. Exemplo: você é daqueles que “precisa” adicionar aquela pessoa do trabalho, porque se não adicioná-lo vai se sentir mal? Então marque no perfil dele que só quer ler coisas importantes do mesmo (seja lá o que isso signifique para o Facebook), ou então nem mesmo ler nada do mesmo. Eu, por exemplo, bloqueio convites para aplicações, principalmente de jogos e não vejo as atualizações de jogos que, ao meu ver, sujam a minha timeline. É simples. Quer usar a ferramenta? Aprenda a usá-la e seja feliz.

:)

[Piada] Aí a briga começou…

Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim, enquanto eu passava pelos canais.
Ela perguntou: – O que tem na TV?
Eu disse: – Poeira.
Aí a briga começou…

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Minha esposa estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário que estava próximo.
Ela disse: – Quero algo que vá de 0 a 100 em cerca de 3 segundos.
Eu comprei uma balança para ela.
Aí a briga começou…

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Quando cheguei em casa ontem à noite, minha esposa exigiu que a levasse a algum lugar caro.
Então eu a levei ao posto de gasolina.
Aí a briga começou…

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Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade. Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa. Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois. A mulher disse: – Desabotoe sua camisa.
Então, desabotoei minha camisa deixando exposto meus cabelos crespos prateados. Ela disse: – Este cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para mim. E processou meu benefício.
Quando cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa.
Ela disse: – Por que você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido auxilio-invalidez também…
Aí a briga começou…

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Minha mulher estava nua, se olhando no espelho do quarto de dormir. Ela não está feliz com o que vê e diz: – Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e feia. Eu realmente preciso de um elogio seu.
Eu disse: Sua visão está ótima!
Aí a briga começou…

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Voltei do médico após uma consulta e minha esposa toda preocupada, pergunta-me:
- E então, o que o médico lhe disse?
De pronto, eu respondi:
- A partir de hoje, não faremos mais amor, estou proibido de comer qualquer coisa que tenha gordura.
Aí a briga começou…

A bandalha do acostamento no feriadão

No último feriadão, o Brasil comemorou sua independência. Na volta de Búzios para o Rio de Janeiro, ao ver centenas de motoristas no acostamento, me perguntei quando comemoraremos nossa independência de marginais ao volante. Fotografei dezenas na Via Lagos (estadual) e na BR-101 (federal). Enviei à Polícia Rodoviária Federal e ao Batalhão Rodoviário da PM. Transitar pelo acostamento é infração gravíssima. A multa é de R$ 574,62 e são 7 os pontos perdidos na carteira. Você pode ser multado várias vezes na mesma estrada e no mesmo dia.

Os bandalheiros são marginais porque têm consciência de que violam os direitos do outro no espaço público. Estão à margem da estrada e da lei. Além de piorar o engarrafamento, põem em risco sua vida, a de sua família e a de quem estiver no acostamento por direito: ciclistas, carros enguiçados, gente trocando o pneu, moradores locais.

Aí vai uma seleção de bandalheiros fotografados. O Fiat Uno de Petrópolis (RJ), placa GWB-0677, faz propaganda da vereadora Eliane Macharoto com slogan: “Educação e compromisso”. Compromisso com a ilegalidade. O Toyota Hilux de Ribeirão Preto (SP), placa EPS-7321, anuncia: “Deus é fiel”. O Nissan do Rio de Janeiro (RJ), placa LPH-7255, e o Hyundai de Barbacena (MG), placa HNL-6216, pressionam uma carreta. O Honda Civic do Rio de Janeiro (RJ), placa LOT-2674, é de eleitor consciente: “Eu não vendo meu voto”. Mas vende a consciência.

“Nos feriadões de turismo familiar, a infração campeoníssima nas estradas é acostamento”, afirma Marisa Dreys, chefe da Comunicação da PRF no Rio. “No último, 80% dos 1.600 autos de infração na BR-101 foram tráfego no acostamento e ultrapassagem indevida.” Havia ali, no domingo passado, 19 policiais, sete viaturas fixas, quatro motocicletas e um helicóptero, além dos carros extras de supervisão.

Formada em Direito, com mestrado em antropologia e tese sobre trânsito, Marisa passou 14 anos como policial rodoviária e colecionou histórias. Eis algumas: “O infrator diz: ‘Sou advogado’. Respondo: ‘Que bom, o senhor conhece a lei. Prazer, sou policial rodoviária federal’. O outro: ‘Mas vai me multar? Sou um cidadão de bem’. Um apela à classe: ‘Sou colega, funcionário público’. O defensor da hierarquia: ‘Mas não tem uma diferençazinha na lei para quem tem um carro melhor?’. Respondo: ‘Não, a lei é igual. No seu carro, a casa é de todos. É o espaço da rua, público’. E há as desculpas: ‘Entrei no acostamento porque várias pessoas tinham entrado e achei que não tinha problema. Os senhores me perdoam?’”.

Não, a gente não perdoa. Segundo Marisa, quando os policiais multam no acostamento, os motoristas aplaudem. E são a grande maioria. Na BR-101, passaram 90 mil veículos por dia no feriadão. Muito mais gente respeitou. Adoraríamos ver os bandalheiros apreendidos no ato – igual à Lei Seca. Perdeu. Larga o carro aí e volta de ônibus para casa. Queria ver se, no feriadão seguinte, ele transformaria o acostamento numa pista extra.

As reações dos motoristas a minha câmera variavam. O do Hyundai Tucson, placa KXZ-5685, de Saquarema (RJ), riu e fez o V de vitória. A mulher do Ford Fiesta, placa KVP-7141, de Duque de Caxias (RJ), freou no acostamento: “Você fotografou o MEU carro? Você é policial por acaso? Sua F. D. P.”. Saiu xingando. O copiloto levava uma criança no colo. Outra irregularidade.

Há tecnologia à disposição dos policiais. Câmeras, filmadoras e celulares. A nova Pistola Trucam funciona como um radar móvel e é capaz de multar 30 veículos por minuto a até 220 metros de distância. Não adianta querer um policial a cada 150 metros. É inviável. Eu, leiga, adorei os 120 cavaletes com um plástico “proibido trafegar”, colocados em 7 quilômetros da Via Lagos. Estava errada. O acostamento precisa estar livre. “Num Carnaval, um senhor tinha perdido um dedo, que estava no gelo, e corria num táxi para um reimplante no hospital, eu abri caminho com a patrulhinha”, diz Marisa.

É preciso educar, punir, fazer pressão social. A Via Lagos dá cursos sobre trânsito a professores dos cinco municípios cortados pela estrada. Em três anos, 15.550 crianças do 4o ano foram atendidas. Elas escrevem cartinhas distribuídas no pedágio para sensibilizar os motoristas.

No feriadão, houve 2.319 acidentes nas rodovias federais, com 110 mortos e 1.438 feridos. Números de guerra em tempo de festa. De janeiro a março de 2012, 10% dos atropelamentos nas estradas aconteceram no acostamento. Se você tem vergonha de furar fila de cinema porque reclamarão, pense: você se julga “ixperto”, protegido pelo vidro escuro, mas está sendo filmado. Ao furar fila na estrada, põe vidas em risco. Isso é coisa de marginal.

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Fonte: Via Ruth de Aquino